segunda-feira, 4 de abril de 2011

Filme: A Noviça Rebelde


 Indicação (livre)
Este filme de 1965 é um musical. Sua trilha sonora é bem conhecida. Inesquecível mesmo... Não é por acaso que até hoje o musical inspira companhias teatrais a novas leituras.


(...)


A noviça Rebelde tem início com as paisagens montanhosas da Áustria. A câmera segue pelo alto enquanto alguns acordes embalam o cenário... Simplesmente maravilhoso. Num descampado está a noviça Maria (Julie Andrews) a cantar sobre o retiro que costumeiramente faz a essas paragens para entoar cânticos em honra da altitude de sua terra natal.


Maria vivia no convento de Salzburg. Era muito querida pelas demais religiosas, embora as mais velhas receassem pela conduta da noviça, que vivia aprontando. Maria buscava encontrar e amadurecer sua vocação. Então a madre superiora sugere que ela passe uma temporada como governanta na casa do capitão Georg Von Trapp. Para Maria a situação não se apresentava fácil, já que estava habituada à vida no convento e para ela a vida religiosa era uma certeza. Mas tornava-se dramática pelo fato de ter de conviver com as sete crianças, filhas do capitão. As crianças representavam um desafio à parte porque nenhuma governanta conseguia se manter no emprego... Elas eram “atentadas” e viviam enfurecendo as governantas com suas travessuras.

Não foi diferente com Maria... Ela foi recebida com travessuras pelas crianças. Maria percebeu que o convívio da família não era dos mais comuns. Viúvo, o capitão Von Trapp tratava os filhos com um rigor militar. A toques específicos de apitos do pai, sabiam onde deviam se colocar, e com postura marcial. É claro que a nossa noviça estranhou tudo aquilo e, aos poucos, foi ganhando a confiança das crianças Von Trapp. Ela percebeu que cada uma tinha sua especificidade e seus pequenos traumas. A música foi o elo entre Maria e elas.

É claro que de início Maria entrou em choque com o patrão, mas ele foi percebendo que as crianças se tornavam mais calmas com a presença da nova governanta. Maria encheu a mansão dos Von Trapp de música e as crianças se divertiam com ela (faziam piquenique, subiam em árvores...) de uma maneira jamais concebida pelo patriarca.


O capitão estava prestes a se casar com a baronesa Elsa Schraeder, mas ele começou a se envolver emocionalmente com Maria. O filme mostra que ao perceber essa situação, a baronesa dá um jeito para que Maria retorne ao convento. Mas as crianças vão visitá-la... A madre superiora mostra à Maria que o seu lugar é mesmo entre os Von Trapp. Maria casou-se com o capitão na igreja do convento.

O tio das crianças as incentiva a participar de um festival folclórico do país... A Áustria estava prestes a ser invadida pelas tropas nazistas (1938 - trata-se do Anschluss – anexação da Áustria por Hitler). Liesl Von Trapp, a filha mais velha do capitão namorava com um rapaz que trabalhava nos Correios. Ele aderiu ao Nazismo. O capitão, no entanto, não era bem visto pelos simpatizantes nazistas, já que se posicionava como nacionalista.

Von Trapp adotou nova postura a partir do convívio com Maria e tornou-se mais uma voz nos números musicais. Após participar com a família do festival, Von Trapp segue para o convento, onde as madres protegem a família de cantores. No final, o antigo namorado de Liesl os ameaça, mas a família consegue fugir para as montanhas e, de lá para o exílio.

O filme é mesmo muito bonito, assim como as canções Sound of Music; Do-Re-Mi; So Long, Farewell; Edelweiss; Climb Ev'ry Mountain, entre outras... Sua história é baseada em fatos reais. Espero Colar aqui neste blog uma propaganda de um lançamento comemorativo, acho que ele contempla satisfatoriamente a curiosidade sobre o filme. 


Um abraço,
Prof.Gilberto

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